sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Seul la différence choque*

‘No primeiro dia, fez o sol.Dói os olhos...
No segundo dia, fez a água. É molhada. Molha os pés de quem pisa nela.
Depois, fez o vento. O vento faz cócegas.
No terceiro dia, fez a grama.
Quando cortamos, grita – sente dor.
É preciso consolá-la falando mansinho
Se tocarmos uma árvore, viramos árvore.
No quarto dia fez as vacas.Quando elas respiram, é quente.
No quinto dia, fez os aviões.
Quando não embarcamos, podemos vê-los passar.
No sexto dia fez as pessoas. Os homens, as mulheres e as crianças.
Prefiro mulheres e crianças: Não espetam quando beijadas.
No sétimo dia, parou para descansar - fez as nuvens –
Se as olharmos por muito tempo, vemos todas as histórias.
Então,Ele se perguntou se não faltava nada...
No oitavo dia, fez Georges
E viu que era bom... ‘

ps: Le Huitième Jour - leva a reflexão sobre o conceito de pessoas normais e qual é o padrão para que se seja consideradas normais. Será correto esse conceito, ou apenas mais um modelo imposto por uma sociedade que não sabe viver as diferenças ?
*Só a diferença choca

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Quem ama magoa...

E é nessas horas que percebe-se a limitação existente no sentir e no exprimir.
Como demonstrar o que se sente de maneira com que a pessoa realmente sinta toda a extensão do seu sentir? E o que fazer com os esporádicos atos impensados decorrentes de um ‘desgaste diário’, que teimam em tentar por em dúvida a grandiosidade de um sentimento? “Veja bem que, quem ama não permite ao outro, ser afetado por suas crises, sejam elas de stress, mau humor."
Que especificar em palavras qualquer tipo de assunto, não é meu “dom” isso é fato.
Mas olha só, é quase impossível amar e nunca se sentir tomado por uma suposta incoerência quando, mesmo amando, se é capaz de magoar. Ou o quê? Quem ama não magoa?
Quem ama não só “bloqueia”, como magoa. É isso! quem ama magoa.
Talvez porque pra amar de verdade seja necessário uma mínima relação de convivência. Esta sim, é uma prova de amor! Conviver: ”Viver em comum com outrem em intimidade, em familiaridade”.
É na convivência que se magoa mais.
Quem ama: convive. Quem convive: magoa. Quem magoa: ama!

E isso é o que eu quero dizer a aqueles que eu amo e magoei.
Se não te magoei saiba um dia posso fazê-lo e ai só haverá uma frase a ser lembrada
PS
i love you .Confuso mas faz sentido

domingo, 3 de agosto de 2008

imaturidade saudade suas...


A dificuldade de explicar o sufocamento provocado pela saudade é a mesma dificuldade que encontro em explicar porque essa palavra inexiste em outras línguas.O fato é que eu a sinto, constantemente. E sufoca mesmo.(não vou falar de saudade no sentido mais ‘brega’ da coisa, poupar-me-ei de falar dessa área mais profundo-sentimental).


Eu estou com saudade de quando eu achava “Malhação” um máximo, chegava da escola e ia correndo ligar a Tv. Na verdade a minha saudade quanto a isso, está ligada mais ao fato da liberdade que eu detinha sobre poder ter só isso pra pensar: “Finalmente vou chegar e ver se a Júlia traiu ou não o Gustavo”. E de jamais ter minha consciência pesada por isso. Afinal, minha nota nunca foi prejudicada.Estou com saudade das festinhas na escola ao som de CPM22 e Charlie Brow Jr.Saudade dos exageros, causados pelos amores platônicos por carinhas skatistas onde o simples fato deles andarem de skate já nos era altamente satisfatório... (Hoje são tantos quesitos ). Saudade, saudade, saudade! De quase tudo.De quando a minha cabeça não 'fervia' pensando que meu consumismo contribui para o “Aquecimento Global” (saudade de quando desconhecíamos esse termo).

Saudade de quando nas conversas com minha a minha amiga number one , meu papel era sempre o da menininha “Casar de branco na igreja, ter filhos” e dela dizendo: Eu não vou casar! Hoje é quase o inverso.Saudade de quando nossos planos eram fazer Arquitetura e morar juntas em alguma metrópole. A matemática ainda não nos ameaçava e os recursos financeiros não nos limitavam.Saudade do “atraso tecnológico” realmente atrasado no Brasil, onde walkman’s e diskmain’s conviviam amigavelmente. Saudade do mundo menos competitivo - Onde já se viu tantos M´s? Mp3, Mp4, Mp5 ..6...7. Sem contar da saudade de quando celular era apenas um telefone móvel,uma tecnologia que facilitava contatos. Papai tinha um, era coisa de ‘gente grande’ hoje é de ‘gente pequena’, minha irmã mais nova tem um. Saudade de quando eu comia os deliciosos churrascos do meu pai, sem ser com a intenção de agradá-lo, afinal como explicar pra ele,um ser carnívoro que presa a'cultura do churrasco' (e que o faz muito bem, diga-se de passagem )que a Mata Atlântica está sendo destruída pra dar lugar a enormes tapetes verdes e que eu pensei bem e não acho mais que as vaquinhas e os boizinhos estejam mesmo acostumados a idéia de que eles nascem pra virar papá.Saudade de quando adoçantes eram apenas adoçantes e não se questionava o benefício por eles apresentados. E de quando não possuía 0% de gordura trans em tudo quanto é comida.É, realmente a saudade é aquela “dos tempos que não voltam mais”.Bom, eu não queria mesmo partir pra esse lado tão sentimental mas...essa saudade é sua tbm. Se é que você me entende ;)

Ps: eu te amo - eu não virei vegetariana total - e, esse texto foi escrito há dois meses.Apesar de ser a pessoa mais inconstante que eu conheço e exageros a parte, esse texto ainda anda fazendo sentido pra mim.